segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A situação é líquida ou o capital é próprio?

Se me permitem, um pequeno desafio, em jeito de sondagem referendária: situação líquida ou capital próprio, eis a questão, parafraseando Shakespeare ...

Aceitam-se contributos, fundamentais, e fundamentados, naturalmente ...

11 comentários:

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  2. Bem este parece-me um grande desafio!
    Li um artigo em que dizia - “O capital próprio, também designado por capitais próprios ou situação líquida, é uma realidade que sempre confundiu leigos e não leigos”
    Vou tentar no futuro fazer um comentário, mas terá de ser um comentário de um leigo!

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  3. Leigo, até ao fim, é o meu lema, caro Paulo ...

    Nestas matérias, salvo melhor opinião, parece-me saudável não existir excessiva dependência de dogmas, de ideias pré-concebidas ...

    Curiosamente, a versão do Plano Oficial de Contabilidade aprovada no longínquo ano de 1977, pelo Decreto-Lei n.º 47/77, de 7 de Fevereiro, prescrevia uma solução distinta da que, ainda, vigora e da que está prevista no Sistema de Normalização Contabilística ...

    Uma solução mais líquida, permitam-me a brincadeira ...

    Em boa verdade, considerando o carácter abstracto da grandeza em análise, "sem existência indissociada e indissociável dos activos e dos passivos das entidades", um vocábulo mais "físico", como me parece ser capital, não se adequa, de modo suficientemente convincente ...

    Então, creio que o que nos é apresentado, no Balanço das entidades, o "interesse residual" que subjaz à definição contemplada na Estrutura Conceptual do Sistema de Normalização Contabilística, é, num quadro objectivamente subjectivo, ou subjectivamente objectivo, uma situação, nula, negativa ou positiva, reportada a um momento concreto ...

    Situação que, naturalmente, correspondendo à diferença entre os valores atribuídos a duas outras grandezas, o activo e o passivo das entidades, é líquida ...

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  4. Bem, eu não queria chamar ninguém de leigo. Quem seria eu para chamar de leigo, o docente do ipca que mais admirei.
    Queria apenas dizer que, se trata de um tema muito controverso e que vou tentar dar a minha opinião.
    Permita-me a brincadeira, que terá então de ser de”Aprendiz de Leigo”.

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  5. Toda a gente percebeu que o leigo aqui eras tu paulo, mas por acaso aprendiz de leigo nao nos fica nada mal, e eu continuo a questão...

    Porquê situaçao liquida??? quando penso em liquido, penso em algo que pode gerar dinheiro, entenda-se recursos, rapidamente (liquidez) embora comece a achar que estou a confundir conceitos.
    Mas se podemos obter a situaçao liquida entre a diferença do Activo e o Passivo Exigivel, entao sim, situaçao liquida = capital próprio...
    Basta olharmos para as 3 componentes do balanço...

    Mas e a liquidez??? até que ponto é que o Capital Próprio pode ter liquidez??

    Bem continuo sem respostas

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  6. Boa noite.
    O meu nome é Renaldo, estudo no IPCA e iniciei a pouco tempo o estudo do capital proprio.
    Quanto a liquidez do capital proprio creio, sem querer dizer asneiras, que sera tão liquido, quanto liquido for o objectivo da sociedade, isto é, que tipo de negocio queira desenvolver e qual a dimensão que lhe quer atribuir.
    Desde ja um obrigado por poder participar neste blog.

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  7. Caros parceiros bloguistas ...

    Apesar de este ser um blogue não conotado com qualquer tendência partidária, ou com qualquer grupo político, a vivência democrática é saudável, e desejável, naturalmente ... (fica, sempre, bem, a alusão ao processo eleitoral em curso, ainda que, somente, como manobra de diversão!)

    Para que não restem dúvidas, assumo-me, frontalmente, como leigo, pelo que poderão, livremente, chamar-me assim ...

    Melhor, ainda, porque procuro ensinar, aprendendo, aprendiz de leigo, com permissão do Paulo ...

    Efectivamente, a ideia de liquidez que está subjacente ao conceito situação líquida não se coaduna, salvo melhor opinião, com o grau de rapidez na obtenção de recursos monetários ...

    Está em causa, isso sim, um cenário de comparação entre recursos disponíveis e compromissos assumidos, singelamente, a diferença entre o activo e o passivo ...

    A propósito de objecto da sociedade, de tipo de negócio, importará chamar a atenção para a relevância e para o alcance das decisões de investimento, envolvendo, consequentemente, a definição, no momento inicial, de montantes condizentes ...

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  8. Capital Próprio ou situação líquida!?
    Capital próprio de quem? Da empresa ou dos sócios/accionistas.! Isto porque durante anos muitas empresas distribuíram “capital próprio” pelos seus accionistas/sócios sem muitas vezes terem liquidez! Por isso, capital próprio dos accionistas sócios?
    Diz o csc que, não podem ser distribuídos aos sócios/accionistas bens da sociedade quando a situação líquida da empresa, tal como resulta das contas elaboradas e aprovadas nos termos legais, for inferior à soma do capital e das reservas que a lei ou o contrato não permitem distribuir aos sócios ou se tornasse inferior a esta soma em consequência da distribuição.
    Não será então mais correcto dizer, situação líquida?
    Bem, se as empresas distribuem “capital próprio”, estão a distribuir liquidez, porque se pensa logo em €uros….assume-se então que a empresa tenha liquidez.
    Mas cada vez fico mais confuso, porque actualmente vimos que as empresas não têm liquidez, mas distribuíram “capital próprio”!

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  11. Efectivamente, caro Paulo, eu defendo a opção situação líquida, no sentido, até, de evitar confusões desnecessárias ...

    Confusões desnecessárias, essencialmente, na mente de quem não consiga movimentar-se, com fluidez, nos meandros do mundo contabilístico, nos labirintos dos seus conceitos ...

    Com muita tristeza, com marcado desapontamento, verifico que, em consequência das alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 185/2009, de 12 de Agosto, na redacção do artigo 32.º do Código das Sociedades Comerciais, passará a vigorar a opção alternativa, isto é, o termo capital próprio ...

    Procurando, agora, esclarecer a dúvida inicial, deverá, salvo melhor opinião, entender-se o adjectivo próprio como associado à entidade, não às pessoas, singulares ou colectivas, que compõem a sua estrutura societária ...

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